S.O.S. Rio Paiva questiona autoridades sobre novas construções na Paradinha

A associação S.O.S. Rio Paiva foi alertada para a construção de um empreendimento turístico junto à aldeia da Paradinha, nas margens do Rio Paiva, no concelho de Arouca.

Tratando-se de uma construção em terrenos classificados e protegidos pela Rede Natura 2000, a associação decidiu questionar a Câmara Municipal de Arouca e o ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas sobre a legalidade destas construções.

Segundo a S.O.S. Rio Paiva conseguiu apurar, o projeto consiste num empreendimento turístico para alojamento em condomínio fechado, constituído por 11 unidades construídas em cimento com o sistema Gomos. Edificado numa zona arborizada, bem perto do rio Paiva, este empreendimento disporá ainda de uma piscina para uso privado dos seus utentes.

Esta obra tem suscitado muita polémica e descontentamento junto da opinião pública, pelo seu impacto paisagístico, uma vez que os módulos são construídos em cimento e edificados ao lado de uma aldeia tradicional de xisto, integrada na lista de Aldeias de Portugal (Paradinha).

Até ao momento, nenhuma das entidades contactadas, respondeu às solicitações da associação.

A S.O.S. Rio Paiva pretende saber se o empreendimento em causa está devidamente licenciado pelas autoridades competentes, quais os pareceres emitidos para autorização de uma obra desta envergadura nas margens do Rio Paiva e se existem outros projectos turísticos em avaliação neste momento para o Rio Paiva.

Empreendimento turístico em construção junto à Paradinha – Rio Paiva (fotos: © S.O.S. Rio Paiva)

  1 comment for “S.O.S. Rio Paiva questiona autoridades sobre novas construções na Paradinha

  1. José Almeida
    19 Agosto, 2019 at 14:18

    Aos poucos, pé ante pé, de pantufas e em surdina vão destruir o Paiva. Quem licenciou as pocilgas e tudo o que está a destruir o Paiva? As Autarquias ao longo do curso do Paiva têm muitas responsabilidades, de modo activo ou por omissão. Há que responsabilizar politicamente.

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