S.O.S. Rio Paiva continua alerta, e denunciou mais um crime cometido contra o património natural do vale do Paiva

Este movimento de cidadãos para além de promover acções de sensibilização, caminhadas, limpezas das margens e debates, têm activo um grupo de discussão na internet (http://groups.google.com/group/riopaiva) onde os membros trocam ideias, informação e acima de tudo denunciam situações ilegais que possam pôr em causa o equilibrio ecológico do último rio selvagem português.

Neste grupo de discussão estão inscritos vários cidadãos dos concelhos por onde corre o Paiva, biólogos, membros de associações de defesa do ambiente e praticantes de canoagem e rafting. Estes últimos assumem um papel muito importante na denúncia de situações ilegais, porque têm acesso a locais onde não é possível chegar de outra forma dada a vertiginosa geografia do vale do Paiva e ao estado selvagem das suas margens.

Foi desta forma que um grupo de canoistas detectou um corte de árvores e arbustos na margem esquerda do Paiva (concelho de Castelo de Paiva), em plena área classificada como Rede Natura 2000. Um cenário desolador, como se pode vêr nas imagens :


A situação foi de imediato denunciada para o SEPNA e CCDRN, tendo esta semana chegado a resposta do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR:

‘(…)o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, através da sua Equipa do Destacamento Territorial de Oliveira de Azeméis, deslocou-se ao local, tendo elaborado um Auto de Notícia por Contra-Ordenação, por abate e corte de árvores e arbustos nas áreas de domínio hídrico público sem licença, posteriormente remetido à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, por ser a entidade competente pela instrução do processo e aplicação da respectiva coima.’

Recentemente foi elaborado o MANIFESTO SOS Rio Paiva, que foi subscrito por mais de 600 cidadãos.

Este documento foi já entregue na sede do ICNB juntamente com uma exposição ao presidente deste Instituto com várias ilegalidades detectadas nas margens do rio Paiva e que nos deixam bastante preocupados: cortes de vegetação, obras ilegais, plantações de eucaliptos, abertura de acessos ao rio, e a mais recente ameaça da construção de duas mini-hídricas (no Paiva e Paivô).

O Manifesto será também enviado a todas as autarquias da região, como grito de alerta e sensibilização para a necessidade urgente de se adoptarem medidas de conservação dos ecossistemas e dos modos de vida tradicionais das aldeias do Paiva.

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