Identificação e controle de exóticas nas margens do Paiva

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A iniciativa serviu para celebrar o Dia Internacional das Florestas e o Dia Mundial da Água.

A Associação S.O.S. Rio Paiva realizou no passado sábado, dia 22 de Março, uma iniciativa de identificação e controle de espécies exóticas nas margens do rio Paiva. A iniciativa decorreu na freguesia de Fornos, concelho de Castelo de Paiva, e permitiu sensibilizar para as consequências da proliferação de espécies não nativas nas margens do rio, nomeadamente as acácias, com particular destaque para as conhecidas “mimosas”, uma espécie que durante anos foi apreciada pela sua bela floração, mas que é hoje vista como um problema difícil de combater. A “mimosas” chegaram a Portugal há cerca de 150 anos, como uma planta ornamental. Só nas décadas de 1970 e 1980 é que se começou a ter noção do problema originado com a introdução desta espécie, quando se percebeu que as “mimosas” invadiam as àreas ardidas, anteriormente ocupadas por àrvores autóctones (carvalhos, castanheiro, etc…). Estas plantas alteram a composição dos solos, tornando muito difícil a sua erradicação e substituição pela vegetação original.

Em Castelo de Paiva, e em alguns troços do Rio Paiva, as mimosas e outras acácias, vão ganhando terreno na galeria ripícola, competindo com as espécies originais, que são fundamentais para a conservação da biodiversidade e do equilibrio natural do rio.

Além da identificação das espécies mais problemáticas, nesta acção foram experimentadas diferentes técnicas de controle destas invasoras. A iniciativa serviu ainda para celebrar o Dia Internacional das Florestas e o Dia Mundial da Água.

floresta exoticas rio paiva

Fonte: www.vidaterra.wordpress.com/2012/06/17/das-mimosas-e-outras-acacias

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  2 comments for “Identificação e controle de exóticas nas margens do Paiva

  1. Isabel Macário
    24 Março, 2014 at 17:59

    Olá…

    Eu moro numa aldeira onde passa o Rio Paiva e tenho pena que nunca tenham feito estas acções de sensibilização quanto á vegetação envolvente do rio. Quando existe "limpeza" das margens, é para tirarem as árvores que deviam fica lá e deixarem aquelas que deviam ser irradicadas. As entidades que deviam proteger o rio, são as primeiras e dar o mau exemplo e a população muitas vezes por deconhecimento, também não faz a sua preservação…. Este Rio parece que está destinado ao abandono, pelo menos naquele sitio!!

    • 4 Abril, 2014 at 0:38

      Olá Isabel,
      Obrigado pela mensagem. Infelizmente é verdade que algumas vezes são feitas 'limpezas' que, por desconhecimento ou por falta de sensibilidade para a importância que a vegetação das margens tem na conservação do rio e da sua biodiversidade, acabam por constituír verdadeiros atentados, que deviam ser evitados. O nosso objectivo com esta acção, foi precisamente procurar sensibilizar para esta questão. Gostavamos de repetir esta iniciativa noutros locais do Paiva. Entretanto vamos divulgando a informação, junto da população e autarquias, na esperança que no futuro, as 'limpezas' de amieiros e outra vegetação autóctone, sejam evitadas.

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