Há mais amieiros nas margens do Paiva

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  • Amieiros e freixos foram plantados nas margens do Paiva.
  • Parceria permitiu contribuír para a reabilitação da galeria ripícola do Paiva.

No passado sábado, dia 12 de Dezembro, a Associação S.O.S. Rio Paiva em parceria com a Associação Amigos da Paradinha realizou uma acção de plantação de árvores autóctones nas margens do Rio Paiva.

Numa zona onde já proliferam bastantes acácias que vão conquistando terreno nas margens do rio, foram introduzidos amieiros e freixos, espécies muito importantes para a manutenção da galeria ripícola.

As árvores plantadas brotaram de sementes que foram recolhidas nas margens do Paiva.

A conservação das galerias ripícolas do rio é fundamental para a saúde dos rios, proporcionando uma série de serviços aos ecossistemas, por exemplo, funcionando como um importante filtro biológico, impedindo a erosão das margens, reduzindo os efeitos negativos das cheias, regulando a temperatura da água, e servindo de abrigo e alimento para várias espécies, contribuindo para o aumento da biodiversidade.

Reflorestação da Serra da Freita

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No mesmo dia decorreu na Serra da Freita uma acção de reflorestação no Baldio da Ameixieira, em Arouca. Partindo da iniciativa do Movimento Terra Queimada, que estabeleceu uma parceria com a Associação de Compartes do Baldio de Ameixeira, a acção contou com a colaboração de cerca de 25 voluntários, entre eles elementos da S.O.S. Rio Paiva, Montis, ICNF, Quercus, Bombeiros Voluntários de Arouca e Geoparque de Arouca.

Numa área de cerca de 2,5 ha, ardida em 2005 e novamente em 2010, plantaram-se carvalhos, sobreiros, zimbros, bétulas, azevinhos, medronheiros e lodão-bastardo.

Espera-se que as árvores cresçam saudáveis, se propaguem, e quem sabe se destas mesmas árvores se consigam sementes que sirvam para plantar noutros locais, alargando assim a floresta autóctone e a regeneração dos ecossistemas.

 

  2 comments for “Há mais amieiros nas margens do Paiva

  1. Duarte Claudio Abreu Barreira Mota
    22 Agosto, 2016 at 11:50

    Uma acção louvável visto que a paisagem das nossas florestas estão a ficar monótonas com a monoculturas.

  2. Manuel Pinto
    16 Março, 2018 at 12:46

    Esta é uma iniciativa louvável que merece ser divulgada, sobretudo, junto das populações ribeirinhas do vale do Paiva. Nasci e cresci à beira do Paiva (Pinheiro, Castro Daire) e tenho assistido à dificuldade que os amieiros têm em proliferar devido a algum tipo de doença que os mata. É possível saber qual o problema que os amieiros têm para secar? Será que as Etar colocadas a montante são uma das razões?

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