Grupo de Trabalho Sobre a Poluição do Rio Paiva: S.O.S. pede esclarecimentos à APA

Alguns órgãos de informação noticiaram a realização de uma reunião no passado dia 9 de novembro, de um “Grupo de Trabalho Sobre a Poluição do Rio Paiva” que terá contado com a presença de várias entidades, entre as quais, alguns municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Paiva (Vila Nova de Paiva, Moimenta da Beira, Castro Daire, Arouca) a A.R.S – Norte (Administração Regional de Saúde), DGAV (Direção-Geral da Alimentação e Veterinária), DRAP (Direção Regional de Agricultura e Pescas), APA (Agência Portuguesa do Ambiente), entre outras, sem que se conheça a origem deste grupo e os seus objetivos e sem que tenham sido contactadas ou incluídas as organizações não-governamentais de ambiente que têm denunciado há décadas o problema de poluição no Paiva, como é o caso da S.O.S. Rio Paiva.

Além disso, é sabido que parte da poluição que afeta a qualidade da água do Rio Paiva tem origem precisamente nas Estações de Tratamento de Águas Residuais destes municípios, facto que tem sido ignorado e cuja resolução tem sido sistematicamente adiada.

Neste sentido, e uma vez que se desconhece a origem deste grupo de trabalho, quem coordena, quais os objetivos e em que circunstâncias ele foi criado, a S.O.S. Rio Paiva decidiu solicitar esclarecimentos à Agência Portuguesa do Ambiente, nomeadamente quando foi constituído o “Grupo de Trabalho Sobre a Poluição do Rio Paiva”, qual o motivo para a sua criação, objetivos, constituição e qual a data e ordem de trabalhos da próxima reunião?

Além disso, a associação questiona porque razão as associações não governamentais de ambiente foram excluídas da reunião realizada no passado dia 9 de novembro e quais foram os resultados dessa reunião.

A S.O.S. Rio Paiva aproveita para esclarecer outras dúvidas relacionadas com o problema de poluição no Rio Paiva. Recorde-se que na véspera das últimas eleições autárquicas, a Presidente da Câmara de Arouca anunciou nas suas redes sociais que a nova ETAR de Castro Daire tinha sido finalmente inaugurada, informação que não foi possível validar junto da autarquia. Neste sentido a S.O.S. Rio Paiva questionada a APA sobre a entrada em funcionamento deste novo equipamento e para quando o desmantelamento da velha ETAR da Ponte Pedrinha, considerada um dos principais focos de poluição do rio.

Por último, a S.O.S. Rio Paiva quer saber quais os resultados do programa de monitorização da qualidade da água do Paiva, desenvolvido pela APA em parceria com outras entidades.

A associação promete continuar o esforço na resolução dos graves problemas que afetam o rio Paiva, não só a poluição que tem vindo a colocar em causa a biodiversidade e até a saúde pública, como outros atentados que continuam a afetar esta Zona Especial de Conservação da Rede Natura 2000.

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